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Histórico da ccb

HIST�RICO DA CONGREGA��O CRIST� NO BRASIL

Este hist�rico � dedicado aos membros da C C B que tem curiosidade em saber como foram os primeiros passos de nossos irm�os no come�o da C.C. neste pais.  Notamos que o Senhor preparou v�rias situa��es e colocou sua Un��o  no cora��o de homens e mulheres comprometidos com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.   O ano � 1.890 e falamos de Louis Francescon

A CONGREGA��O CRIST� NO BRASIL (C C B) iniciou-se no Brasil mediante a Vontade de Deus, colocando no cora��o de seu Servo, o mission�rio  Luigi Francesconi conforme o original italiano,  a miss�o de seguir para o Brasil.   Anteriormente,  seguia a doutrina dos Valdenses (seguidores do franc�s Pedro Valdo [1140-1217], que afirmava que a B�blia deveria ser lida na l�ngua vern�cula, que os padres cat�licos e os sacramentos eram desnecess�rios para a salva��o, rejeitava a ora��o aos santos, o purgat�rio e as missas em favor dos mortos),  conforme Francesconi relata, ele  passou a professar a cren�a dos presbiterianos de origem italiana.   

Em 1.890  Louis ouviu o evangelho por meio da prega��o do irm�o Miguel Nardi. Em dezembro de 1891  sentiu do Senhor a compreens�o do novo nascimento.

 Louis Francescon, nasceu em Cavasso Nuovo, prov�ncia de Udine, It�lia, em 29 de Mar�o de 1866. Ainda jovem, aos 24 anos de idade, ap�s ter cumprido o servi�o militar, imigrou-se para os Estados Unidos da Am�rica, chegando a Chicago em 03 de mar�o de 1.809 onde teve seu primeiro contato com o evangelho de Cristo atrav�s da igreja Valdense. Logo ap�s, fundou com a ajuda de alguns crentes a igreja Presbiteriana Italiana, no entanto seu questionamento sobre o batismo por aspers�o n�o permitiu t�o pouco sua perman�ncia nessa denomina��o, desligando-se dela algum tempo depois. Em 1907 quando florescia nos E.U.A o movimento pentecostal, Francescon tomou conhecimento dele atrav�s do pastor batista Willian H. Durham um dos pioneiros do movimento pentecostal sendo batizado no Esp�rito Santo nesse mesmo ano. Em 1909, Louis Francescon e seu companheiro Giacomo, tamb�m pioneiro do movimento pentecostal na It�lia, por mandamento divino, chegam a Argentina e posteriormente ao Brasil em 8 de Mar�o de 1910. Tendo come�ado em S�o Paulo e no Paran� fundaram de inicio uma igreja com vinte pessoas.     Seu campo de prega��o se deu inicialmente em Santo Antonio da Platina e S�o Paulo, Capital, em pouco tempo a Obra de Deus se espalhou depois por todo o territ�rio nacional.

A seguir os relatos s�o de Louis Francescon

     Em mar�o de 1892, com o grupo evangelizado pelo irm�o M.Nardi e algumas fam�lias de f� “Valdese” foi criada nesta cidade a primeira Igreja Presbiteriana Italiana, sendo o Snr. Filippo Grilli, Pastor. Eu fui eleito um dos tr�s di�conos e ap�s alguns anos, anci�o.

      No princ�pio do ano de 1894, encontrando-me em Cincinati, Ohio, em servi�o material, aconteceu que, estando numa noite de joelhos em meu quarto lendo o Cap. 2 da carta aos Colossenses, ao chegar no verso 12 ouvi uma voz que me repetiu por 2 vezes: “Tu n�o obedeceste a este meu mandamento”. Ent�o respondi: “Senhor jamais algu�m me falou neste assunto”.

      Em 1� de janeiro de 1895, casei-me com Rosina Balzano salva tamb�m em nosso meio em princ�pio de 1892.

      Como membro da administra��o da referida Igreja, falei do batismo determinado nas escrituras e como o Senhor mesmo me ordenou obedec�-lo. Todos se manifestaram contra mim, inclusive o Pastor, ao qual eu tinha comunicado por carta na mesma noite que o Senhor me havia falado.

       No ano de 1898, o Senhor salvou o irm�o Giuseppe Beretta por meio dos Metodistas Livres, Americanos, o qual ap�s algum tempo uniu-se conosco, presbiterianos Italianos.

Falei-lhe tamb�m muitas vezes do citado batismo mas, no momento n�o lhe era dado compreender. Em princ�pio de setembro de 1903 nos encontramos em Elgin, ILL., (no local onde eu com o irm�o G. Marin est�vamos executando um trabalho), lhe falei novamente m presen�a deste, da necessidade em obedecer ao mandamento de nosso Senhor.

                Ent�o, servindo-se Deus tamb�m de outros meios, convenceu-se e dois dias ap�s fez-se batizar mesmo em Elgin, por um irm�o Americano pertencente � Igreja dos irm�os (Church of the Brethren). Na ocasi�o lhe disse: “Irm�os Beretta, agora que sois batizado, na pr�xima segunda-feira, dia 7 que � o dia do trabalho, batizar-me-�s tamb�m.

                 Como o Pastor se encontrava na It�lia, competia a mim como anci�o presidir o servi�o que se realizava no Domingo, dia 6. Assim tive oportunidade em dizer ao povo o que eu sentia em meu cora��o e lhes falei: Ap�s 9 anos que o Senhor me falou em obedecer ao seu mandamento, amanh�, com a ajuda de Deus, terei a oportunidade em obedec�-lo e se algum de v�s quiser assistir venham ao (Lake-Front, de Chicago) em tal lugar, �s tantas horas. Vieram cerca de 25, dos quais 18 obedeceram juntamente comigo. Fomos imersos pelo irm�o G. Beretta.

                  Pouco tempo depois, o pastor (F. Grilli) voltou da It�lia e no primeiro domingo que nos reunimos, disse-lhe eu que desejava dirigir algumas palavras a irmandade antes de seu serm�o, o que me foi concedido. Primeiramente perguntei a todos si eu havia feito alguma coisa errada, que testemunhassem; responderam, que nada havia contra mim. Ent�o exortei-os que, si quisessem tamb�m ser participantes das promessas de Deus, seria necess�rio obedec�-lo conforme sua palavra. Em seguida apresentei minha demiss�o de anci�o, secret�rio e membro daquela igreja. Todos se maravilharam e pediram que n�o os deixasse e eu lhes respondi que aquela decis�o n�o era por mim premeditada mas sim, ordenada por nosso Senhor.

Aconteceu tamb�m, que aqueles que comigo obedeceram ao mandamento, quiseram abandonar a Igreja o que n�o julguei conveniente fazerem, todavia o fizeram. Foi necess�rio ent�o que nos reun�ssemos em v�rios lugares, pela necessidade dos que n�o sabiam ler

Assim, a primeira reuni�o foi feita na casa do irm�o N. Moles, na qual eu fui eleito anci�o. Nessa mesma ocasi�o propus os irm�os G. Beretta e P. Menconi para dirigirem o servi�o uma semana cada um; depois de algumas noites resolveu-se reunir em minha casa.

               Em 2 de dezembro de 1903, embarquei para a It�lia em visita a minha fam�lia. regressando a Chicago em princ�pio de Maio de 1904, encontrei estes irm�os cheios de si e em contendas sem fim . N�o sabendo como proceder, resolvi pedir conselho ao Senhor e Ele respondeu que me separasse deles at� que Ele (o Senhor) determinasse unir-me com eles novamente. Isto foi em Outubro de 1904, separando-se comigo tamb�m as fam�lias de N. Moles, Alberto Di Cicco e alguns outros, reun�amo-nos de casa em casa nos dias estabelecidos, e todos os domingos partia-se o p�o, recordando a morte de nosso Senhor.

 Eis alguns dos preliminares da grande obra que o Senhor fez pelo Esp�rito Santo, na col�nia Italiana.

 

 Nos fins de Abril de 1907, o Senhor me fez encontrar com um irm�o Americano, um dos primeiros a receber a promessa do Esp�rito Santo em Los Angeles, no ano de 1906 e, por meio dele soube que na W. North Ave, 943, havia uma miss�o que anunciava a promessa do Esp�rito Santo e que o pr�prio pastor ( W. H. Durham) A havia recebido. Na primeira semana freq�entei sozinho aquele servi�o e o Senhor me confirmou que aquela era sua obra. No domingo seguinte me acompanhou o resto do grupo.

No m�s de julho a minha esposa foi a primeira a ser selada com o Dom do Esp�rito Santo, falando em l�ngua Sueca e a irm� Dora Di Cicco foi a segunda falando em l�ngua Chinesa. Em 25 de Agosto o Benigno Senhor se comprazeu selar tamb�m a mim.

               Naquele tempo enquanto se esperava a promessa, o Senhor fez saber ao irm�o W. H. Durhan e outros que Ele me havia chamado e preparado para levar sua mensagem a col�nia italiana; ap�s fui eu mesmo tamb�m confirmado por Deus.

                No princ�pio de setembro, testemunhei Pietro Ottolini e sua fam�lia, vindo todos assistir aos servi�os e em poucos dias foram tamb�m eles selados com a Bendita Promessa do Esp�rito santo.

                 No dia 14 do mesmo m�s, veio tamb�m o irm�o Giovanni Perrou e Perguntei-lhe si conhecia o Evangelho e ele respondeu-me haver nascido no evangelho; perguntei-lhe tamb�m se tinha em si mesmo testemunho de ser salvo, e ele respondeu-me que n�o sabia, ent�o o exortei a pedir perd�o a Deus com todo seu cora��o e depois buscar a Promessa do Esp�rito Santo; ele obedeceu, prostrando-se de joelhos, e naquele momento, o benigno Senhor o lavou com SEU SANGUE,  e tamb�m o selou com a promessa do Esp�rito Santo.

Naquele momento se achavam presentes os irm�os G. Marin e A. Lencioni, tendo este �ltimo se manifestado contr�rio, vendo como o Senhor havia operado sobre o irm�o G. Perrou, seu conhecido convenceu-se e buscou tamb�m a face do Senhor.

               No Inesquec�vel dia 15 de Setembro do mesmo ano, na casa de ora��o da W. Grand Av. 1139, o Senhor se manifestou no irm�o A. Lencioni, e muitos dos presentes, julgando que ele n�o se encontrasse em s�, formaram um ambiente confuso, por n�o discernirem a Obra de Deus. Dois dos presentes (P. Menconi e Luigi Garrou) vendo isto, vieram me chamar, dizendo-me que fosse depressa onde eles se encontravam reunidos; antes de sair, orei ao Senhor que me determinou ir. Ao entrar naquele local, o Senhor me abriu a boca para falar-lhes do poder do sangue do concerto eterno e que s� por ele se pode permanecer em p� na presen�a de Deus e obter as suas fieis promessas. Imediatamente, o Senhor se manifestou com sua presen�a, selando os irm�os P. Menconi, A Andreoni, A. Lencioni e outros, e as maravilhas de nosso Senhor e de seu grande poder foram conhecidas a manifestadas a todos quantos vinham para v�-las e o Senhor convencia e os selava, jovens e velhos (na f�) e entre esses os irm�os G. Marin e Umberto Gazzari.

                 Nas primeiras semanas, o Senhor chamou muitos Carrareses, entre os quais nosso irm�o Alesio Adriani, que ainda vive e permanece na f�.

Quando voltei a congrega��o da W. Gran Ave, o irm�o P. Ottolini abria o servi�o e P. Menconi presidia. No terceiro servi�o que tivemos, sucedeu que enquanto o irm�o P. Menconi subia ao p�lpito, o irm�o P. Ottolini (guiado pelo Esp�rito Santo), deu um salto e falou em alta voz: ” Irm�o Menconi! pare; o Senhor me disse que enviou em nosso meio o irm�o Louis Francescon para nos exortar”. E o irm�o P. Menconi foi confirmado pelo Senhor para ficar sentado no momento, depois tamb�m Deus servir-se-ia dele. E foi assim, que, novamente, ocupei o lugar de anci�o nessa igreja at� 29 de junho de 1908.

                     Em fins de outubro, o Senhor enviou minha esposa a Los Angeles, Cal., a fim de dar o testemunho da promessa � fam�lia do irm�o N. Moles, que residia naquela cidade h� cerca de um ano antes da manifesta��o do Esp�rito Santo, resultado assim, que tamb�m alguns deles foram selados e ent�o se uniram com os irm�os Americanos que ali habitavam. Nessa ocasi�o recebemos a visita de alguns irm�os e irm�s de Hulberton N. Y., que ouviram como o Senhor tinha operado em nosso meio. Ap�s alguns dias foram tamb�m selados e voltaram �s suas resid�ncias com essa confirma��o em seus cora��es. Pouco depois vinha tamb�m o irm�o G. Beretta que tamb�m recebeu o Dom de Deus. Recebemos tamb�m em nosso meio os irm�os Leopoldo Tedeschi e Michele Iacovetti, (que conheciam o evangelho).                                               

Em princ�pios de dezembro o Senhor falou por minha boca, dizendo: “Eu, o Senhor, permaneci no meio de v�s e se me obedecerdes e fordes humildes eu mandarei convosco todos os que devem ser salvos. Vos terei unidos por um pouco de tempo a fim de vos preparar, para depois mandar alguns de v�s em outros lugares para recolher outras minhas ovelhas. Este � o sinal que vos dou para confirmar que vosso Deus � quem vos falou. Este local ser� pequeno para conter as pessoas que chamarei”.

                    Logo ap�s destas profecias, um irm�os sentiu-se em comprar 60 cadeiras, a fim de juntar �s existentes.

                     Naqueles dias o Senhor havia operado nos irm�os Giacomo Lombardi e Giovanni Rossi e em outras fam�lias, membros da igreja Presbiteriana Italiana, como tamb�m nos cat�licos, dentre os quais o irm�o Luigi Terragnoli,

No domingo seguinte ao da profecia, todas as cadeiras foram ocupadas, permanecendo algumas pessoas de p�.

                          Em princ�pios de Janeiro de 1908, foi realizado um batismo para estes �ltimos e cerca de 70 obedeceram ao mandamento de nosso Senhor; desses; a maior  parte j� eram selados com a promessa. De 15 de   Setembro at� fim de Dezembro de 1907, o Senhor fez muitas curas milagrosas em doen�as cr�nicas e incur�veis � ci�ncia humana;desses casos citamos aqui quatro nomes:g.Lombardi, P. de Stefano ,Lucia  Menna e Fidalma Andreoni.

O Senhor permitiu entretanto que pass�ssemos duras provas e persegui��es; mas n�o  faz�amos caso delas, porque a Gra�a de Deus abundava em nossos cora��es e as suas promessas eram fi�is. 

                   Em janeiro de l998 os irm�os P. Ottolini e G. Perrou, guiados pelo Esp�rito Santo e com a comunh�o da Igreja, foram � cidade de New York, (passaram antes por Hulberton) permitindo o Senhor que alguns cressem dentre os quais, o irm�o Silvio Margadonna. 

                   Depois da partida de P. Ottolini, o  irm�o Leneloni tomou o seu lugar em abrir os servi�os, e em Fevereiro o Senhor lhe sentir de ir � Hulberton N. Y., a  fim de batizar novamente os crentes daquele local, pois n�o foram imergidos de acordo com Sua Santa Palavra. O irm�o G. Lombardi substituiu A. Lencioni at� 15 de julho. 

                   Em Mar�o do ano seguinte, o Senhor fez saber a mim e ao irm�o G. Lombardi que deix�ssemos o nosso trabalho material, para Dedicarmos-nos inteiramente �  obra que Ele nos havia preparado; ambos nos encontr�vamos em m� situa��o financeira e cada um com 6 filhos menores; entretanto, n�o tememos, certos de que o Senhor protegeria nossas fam�lias. 

                   Esta revela��o nos foi confirmada por meio do dom de interpreta��o de linguagem e estou muito nos consolou, dispondo-nos inteiramente � vontade de Nosso Senhor

Em princ�pios de Abril, num espa�o de duas semanas, quatro irm�os partiram para a It�lia, dos quais tr�s, voltaram sem sucesso. Permaneceu l� um pouco de tempo com sua fam�lia o irm�o Demetrio Cristiani, tendo o Senhor operado nela; vieram ap�s a Chicago. 

                        Durante o m�s de Abril, o Senhor nos mandou gloriosas mensagens, controladas pelo Esp�rito Santo e quase todas cumpriram-se; destas, vamos narrar uma como segue: um irm�o, depois de ter rendido testemunho, falou em linguagem estranha e sentou-se; uma nossa irm�, como o dom de interpreta��o, levantou-se dizendo: �O Senhor nos faz saber hoje, pela boca deste irm�o, que os Santos da It�lia ser�o perseguidos sob o reinado de Vitorino Emanuele III�. (Note-se que por ocasi�o desta profecia, o testemunho desta obra n�o tinha ainda chegado � It�lia). Como todos sabem, esta profecia foi totalmente cumprida em 1936, quando, por ordem do governo italiano, todos os locais de reuni�es de nossos irm�os foram fechados e proibidos de  se reunirem, e  os que eram surpreendidos reunidos, eram multados e tamb�m encarcerados, pelo �nico motivo de servirem a Deus vivente, segundo a f� Apost�lica.

                Eu fiquei em Los Angeles, e acolhi em casa  do irm�o N. Moles algumas  irm�s italianas j� salvas e batizadas com o esp�rito Santo, nas Igrejas Americanas daquela cidade. Naquele tempo, o Senhor salvou o irm�o Serafino Arena e fam�lia, al�m de outros e ap�s tempos o irm�o S. Arena sentiu-se levar o testemunho na Sic�lia (It�lia), onde foi bem sucedido. 

               Em 3 de Mar�o de 1909, voltei a Chicago. A 18 de Abril, guiado pelo Esp�rito Santo, parti para Filad�lfia, Pa., onde o Senhor chamou o irm�os Giovanni Marcucci, sua esposa e um filho, sua irm� Carolina e filha, e mais a irm� Concetta.O Senhor firmou bem Sua obra naquela cidade no meio do ovo italiano, confirmando-a pelo bom fruto dado � Gl�ria de Deus Pai. 

               Voltei a Chicago em 22 de Julho. Em 4 de Setembro por santa revela��o e bem confirmado, embarquei de Chicago III. Para a cidade de Buenos Aires, com o irm�o G. Lombardi e Lucia Menna. Ap�s passar algumas semanas, eu e o irm�o G. Lombardi fomos convidados pela fam�lia Michelangelo Menna, a ir em sua casa que ent�o era em  San Cagetano, Prov�ncia de Buenos Aires, onde o Senhor operou das Suas grandes maravilhas, Em princ�pios de Janeiro de 1910 voltei com o irm�o G. Lombardi na cidade de Buenos Aires, onde foi aberta uma porta para a Obra de nosso Senhor, e tamb�m num sub�rbio chamado Tigre. 

                Em 8 de Mar�o de 1910, por determina��o do Senhor, partimos direto � S�o Paulo, (Brasil). No segundo dia de nossa chegada �quela Capital, Divinamente guiados, encontramos no Jardim da Luz um italiano chamado Vincenzo Pievani (at�u) morador em Sto. Ant�nio da Platina, Est. Do Paran�, e lhe falamos da Gra�a de Deus. 

               Dois dias ap�s, V. Pievani voltou a Sto. Ant�nio de Platina, e n�s permanecemos em S. Paulo at� aos 18 de Abril,quando ent�o por vontade de Deus, o irm�o  G. Lombardi partiu para Buenos Aires e eu para Sto. Ant�nio da Platina. Chegamos naquele lugar, encontrei dois italianos, um dos quais era V. Pievani e outro Fel�cio A. Mascaro; sendo suas esposas e os demais moradores  daquele lugar todos brasileiros e da f� cat�lica romana. 

               Para ir ao lugar onde o Senhor me ordenara, eu n�o tinha nenhum endere�o e n�o ser o seguinte: V. Pievani, Sto. Ant�nio da Platina, Estado do Paran�. Havia s� uma estrada de ferro que levava ao sul daquele Estado, por�m, Sto. Ant�nio da Platina achava-se ao norte e distante mais de 200 quil�metros da esta��o mais pr�xima. (*) 

               Meu cora��o duvidava em tomar aquela estrada, por�m, me senti de ir a esta��o e consultar o mapa e o Esp�rito Santo me indicou a tomar a Estrada de Ferro Sorocabana que percorria o Estado de S�o Paulo, passando por perto do norte do Estado do Paran� e sua �ltima esta��o era Salto Grande.

  Parti, de S. Paulo �s 5,30 horas com uma terr�vel dor lombar que me impediu tomar alimento durante todo aquele dia. Cheguei a Salto Grande �s 23 horas e nesse lugar o Senhor me disse ter preparado tudo para  mim, a fim de cumprir minha miss�o; e assim aconteceu, por�m, faltavam fazer cerca de 70 quil�metros a cavalo, atravessando matas virgens infestadas de jaguaras e outras feras existentes no lugar. Pela Gra�a de Deus, fiz este resto de viagem com um guia ind�gena, chegando em St. Ant�nio da Platina em 20 de Abril. 

Outras dificuldade que encontrei foi n�o conhecer uma palavra do idioma portugu�s e achar-me sem dinheiro e doente: Deus, por�m, que tem todos os cora��es em  Suas m�os, me fez ver a primeira maravilha; ao chegar �quele  local encontrei na janela a esposa do ItalianoVicenzo Pievanti tendo o Senhor lhe dito; Eis o homem que Eu vos enviei�. (Note-se que eu n�o era lhe esperado). Assim, fui recebido em sua casa e poucos dias depois, o Senhor comprazeu-se abrir seus cora��es e de mais nove pessoas. Foram batizados na �gua 11 pessoas e confirmados com sinais do Alt�ssimo. 

                 Estas foram as prim�cias da grande Obra de Deus naquele pa�s. 

                 Logo ap�s, o inimigo come�ou a trabalhar para desfazer aquela obra, mas foi em v�o o seu trabalho. 

                                  Parti de Sto.Antonio da Platina em 20 de Junho, com destino a S�o Paulo. Apenas chegando aquela Capital, o Senhor permitiu abrir uma porta resultando que cerca de 20 almas aceitaram a f�  e quase  todos provaram a f� divina virtude.Uma parte eram Presbiterianos e alguns Batistas e Metodistas e alguns tamb�m Cat�licos Romanos.Alguns foram curados e outros selados com o Bendito Dom do Esp�rito Santo. 

                 Em fins de Setembro parti para o Canal do Panam�, deixando-os nas m�os de Deus e com os conselhos que o Senhor mandou dar para que por meio deles ,continuassem a obra de Deus naqueles lugares. 

                 At� agora o Senhor me enviou nove vezes ao Brasil e todos as vezes tenho notado maior progresso no meio deles quer espiritual.quer material.

                     Esta � uma prova que a obra de Deus no Brasil foi plantada pelo Esp�rito Santo e por ele guiada; na Capital de S�o Paulo Exitem cerca de 30 Igrejas, todas de comum acordo  e com mais de 6000 almas que rendem testemunho da gra�a de Deus.

   Segundo o relat�rio do ano de 1940, o numero de casa de ora��o da nossa irmandade no Brasil era de 305; do ano de 1935 � 1940. obedeceram 17.761 almas ao mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo., ao qual seja dado toda honra e gl�ria. 

                Eis como o benigno Deus come�ou sua obra . pelo batismo da �gua.segundo o mandamento do Senhor Jesus,fomos tirados das seitas humanas e de suas teorias;pelo dom  do Esp�rito Santo ela foi animada e engrandecida,nada mais havendo necessidade de acrescentar pois os resultados falaram e ainda falam desta maravilhosa obra feita pela potente m�o de Deus e s� a ele seja dado honra e gl�ria por Jesus Cristo,Bendito em Eterno. 

                Todas as vezes que eu voltava �  Am�rica do Norte,encontrava sempre novidades no meio de dos irm�os;coisa diferentes daquilo que tinham aprendido no come�o.Agrade�o a Deus, porem, que sempre me iluminou  e me fez discernir o bem  do mal,mantendo-me firme no seu conselho e na sua verdade.

                 Este testemunho � um breve resumo da obra de Nosso Senhor. � uma lembran�a � minha fam�lia e tamb�m um conforto � irmandade de Chicago,da qual uma parte se conserva fiel � palavra de Deus,tomando juntos a parte do Senhor como tamb�m muitos outros irm�os de outras localidades, que n�o comprometeram a celeste voca��o por respeito humano , nem

                 Por  temor do que o homem lhe pudessem fazer e nem ainda por tenta��o do maligno.   

                 Nas guerras do nosso Senhor, muitos por n�o terem sido perseverantes ,nos abandonaram,porem,Deus os substituiu por outros . Embora  outros mais nos abandonarem sabemos que temos um verdadeiro amigo que nunca deixar� ,nem abandonar� ,nem abandonar� seus fieis;ele � o Eterno Senhor o seu Nome � a Palavra de Deus, o verdadeiro   e fiel que julga e guerreia pela justi�a,Aleluia. 

                     Irm�os! Guardemos-nos do inimigo e do seu astuto falar, a fim de n�o cairmos em seus la�os, por�m, firmes no conselho de Deus para que possamos unidos com Ele e com o Esp�rito Santo, servi-lo, com lealdade e pela f� que temos recebido d�ele em Cristo Jesus, nosso Salvador, bendito em Eterno.

Agrade�o a Deus por Jesus Cristo, por ter mantido minha mente sempre clara e alertada at� agora. N�o conservei lembran�as, ou particulares de minha vida, nem gloriosa miss�o que o bendito Deus me chamou a cumprir pela f� no Senhor Jesus e virtude do Esp�rito Santo. Contemplando sempre do alto da minha submiss�o ao Senhor meu Deus, o panorama de sua grande obra, sentindo-me sempre presente nela e para contar, quando ele me der oportunidade, as suas grandes maravilhas, a sua miseric�rdia, seus conselhos e suas liberta��es recebidas. Vi seu poder e fidelidade em suas promessas e tamb�m seus ju�zos. Esta lembran�a e tamb�m um dom de Deus que o homem recebe d�ele, para magnificar a sua paci�ncia e suas obras e dar a Deus o louvor e toda a gl�ria por Jesus Cristo, Am�m. 

                O Senhor se comprazeu enviar-me novamente ao Brasil, sendo desta vez, acompanhado de minha esposa. Deixamos Chicago, III., em 24 de Outubro de 1947. Permanecemos no Brasil at� 18 de Outubro de 1948. Encontramos aquela obra bem aumentada em n�mero, outrossim prosperada na parte material, e o seu progresso foi constante. De acordo o relat�rio anual de 1951, (exigido pela lei), no qual relata que o n�mero das Casas de Ora��o atingiu a 815, sendo 217 de sua propriedade. Do ano de 1942 ao 1951, obedeceram ao mandamento do Senhor Jesus, 74.775 almas. As 46 congrega��es existentes atualmente na capital do estado de S�o Paulo, e seus arredores s�o representadas por uma diretoria administrativa, composta de 5 membros, os quais cuidam da parte material, apresentando em Assembl�ia anual o balan�o da Receita e Despesas, em abedi�ncias as determina��es legais, isto �: Dar a C�sar o que � de C�sar. 

                A parte espiritual, � governada pelos Anci�es sob a Guia do Esp�rito Santo, os quais se re�nem semanalmente em ora��o para obter o conselho e guia do Senhor, o que depois � levado ao conhecimento da irmandade nas congrega��es. O mesmo fazem os Anci�es de outras cidades do interior de S�o Paulo, e outros Estados do Brasil. 

                Para os servi�os de Batismos e Santa Ceias, ou alguma outra necessidade urgente, os Anci�es se re�nem, e em ora��o buscam o conselho do Senhor, para que Ele inspire a quer Ele quer enviar para tal miss�o, fazendo pois por eles o que prometeu na sua palavra, porque a vontade e o operar pertencem ao Redentor e Senhor nosso, quando a nossa confian�a � depositada inteiramente n�ele Aleluia. 

Esta obra foi escrita por Louis Francescon “ 

O Senhor recolheu este servo em data de 7 de setembro de 1964, na cidade de Oak Park, Illinois, U.S.A., para o repouso dos santos, tendo terminado sua carreira, guardando a f�, e agora lhe espera a coroa da justi�a, a qual o Senhor, justo Juiz, lhe dar� naquele dia, e a todos os que amarem a sua vinda. II Timo. 4: 7 e  8

6 respostas para “Histórico da ccb”

  • Josue Reis Dantas:

    meu cometario que eu me convestir 1979 mim batizei em
    agosto de 1980 debaxo de muita prova mas quando eu imagino que não tem mais jeito ai Deus aparece da onde menos espero

  • Se muitos soubessem dessa linda história de como Deus usou os primeiros irmãos para trazer a Sua Obra neste e em outros países, uma coisa é notável: Tudo revelado pelo Espírito Santo, diferenciada das organizaçãoes evangélicas moviadas somente pela sabedoria humana.

  • a paz de DEus
    uma obra linda que fez a este irmao e nos abriu os olhos para ver que realmente Deus esta na congregaçao crista no brasil Deus abençoe a todos
    este Deus e tremendo
    ir francisco serra es brasil

  • sassamichelan:

    gostaria de saber o que aconteceu depois da morte do franciscon, onde fica a sede mundial da ccb nao seria o bras pelo fato dela nao ter sido iniciada aqui seria em chicago? gostariam de saber o desfecho depois de franciscon.

  • sassamichelan:

    o historico teria que ser completo antes e depois franciscon para que as pessoas soubessem porque se reunem em sao paulo nas assembleias e nao no lugar onde realmente nasceu a ccb pois o nome dis congregaçao crista No brasil. e nao do brasil

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